Entidades da Segurança orientam servidores a não se inscreverem nas operações Golfinho e Verão

Bombeiros tradicionalmente se inscrevem para atuar como salva-vidas durante o verão | Linei Zago/Palácio Piratini
Luís Eduardo Gomes
Líderes das entidades que representam os servidores estaduais de Segurança Pública anunciaram nesta sexta-feira (28) que estão recomendando aos trabalhadores que não se inscrevam para participar das operações Golfinho, que envolve policiais militares e bombeiros, e Verão, que envolve policiais civis e servidores da Susepe (Superintendência de Serviços Penitenciários) e IGP (Instituto Geral de Perícias). O motivo é o temor de que o governo do Estado não arque com as diárias devidas aos trabalhadores que se deslocarem de seus municípios para atuar nos litorais sul e norte, entre os meses de dezembro e março.
“As entidades orientaram o funcionalismo para não ir a essas operações devido ao próprio anúncio do governador (José Ivo Sartori) de contenção de despesas e do parcelamento de salário. Tudo indica que não terá diária para o pagamento dos servidores”, disse Ubirajara Ramos, coordenador-geral da Abergs (Associação de Bombeiros do Estado do Rio Grande do Sul).
A legislação prevê que, caso seja necessário que um servidor se desloque mais de 50 km para trabalhar, seja feito o pagamento adiantado das diárias de deslocamento e hospedagem. Segundo Fábio Castro, vice-presidente da Ugeirm (Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul), a orientação para não participar da operação Verão decorre da não garantia de “segurança alimentar” dos servidores.
“Tradicionalmente, a diária já é atrasada. As despesas com deslocamento e hospedagem têm que ser antecipadas pelo estado, mas, normalmente, tu trabalha o primeiro mês inteiro e só recebe no final, sendo obrigado a custear do próprio bolso. Como tem o decreto que contingencia o pagamento de diárias, a gente tem dúvidas se vai ter diárias e, com o parcelamento de salário, o servidor não teria dinheiro nem para se alimentar”, disse Castro.
Segundo Ubirajara Ramos, tradicionalmente os bombeiros, por exemplo, devem se inscrever para iniciar o treinamento de salva-vidas a partir do mês de outubro e estão sendo orientados a não se inscreverem. Contudo, mesmo que não haja inscritos suficientes para participar das operações, os servidores podem ser convocados para suprir a necessidade de policiamento no litoral. Nesse caso, as entidades pretendem entrar na Justiça para garantir o depósito antecipado das diárias.
Os servidores também confirmaram que vão aderir à paralisação de quatro dias, entre 31 de agosto e 3 de setembro, de todas as categorias do funcionalismo público estadual. Bombeiros e policiais militares devem adotar o aquartelamento a partir de segunda-feira e as categorias civis da segurança pública devem realizar operação padrão, só atendendo a emergências.

Sourced through Scoop.it from: www.sul21.com.br

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