Os favoritos da casa

Dez modalidades onde os brasileiros são favoritos ao ouro para as Olimpíadas do Rio de Janeiro | Foto: arte de João Kreitlon sobre fotos de divulgação de Isaquias Queiroz, Martine Grael e Kahena Kunze, Arthur Zanetti, da dupla Bárbara/Agatha e Mayra Aguiar
Por Luiz Humberto Monteiro Pereira
jogoscariocas@gmail.com
Um ano antes das Olimpíadas de 2016, os brasileiros são fortes candidatos ao ouro em dez modalidades
Em um ano, o mundo terá acabado de assistir à festa de encerramento das Olimpíadas do Rio de Janeiro, no Maracanã. Naquele domingo, 21 de agosto de 2016, a torcida aplaudirá especialmente os brasileiros que conquistarem as medalhas de ouro “dentro de casa”. E, em pelo menos dez modalidades, o Brasil está entre os favoritos para ocupar o lugar mais alto do pódio em 2016.
Ginástica artística masculina – argolas
Aos 25 anos, o paulista Arthur Zanetti foi ouro nas Olimpíadas de Londres e é forte candidato a repetir a dose no Rio, em 2016. Esse ano, venceu as etapas da Copa de Mundo de Cottbus, na Alemanha, de Doha, no Catar, e de São Paulo. “O Mundial de Glasgow, que decidirá a vaga para os jogos do Rio em 2016, é o objetivo prioritário do ano”, explica, como se alguém imaginasse as Olimpíadas do Rio de Janeiro sem ele.
Canoagem velocidade masculina – C-1 1.000
A trajetória do baiano Isaquias Queiroz o coloca entre as grandes apostas para os Jogos do Rio. Em 2013, aos 19 anos, tornou-se Campeão Mundial Adulto no C-1.500 m – e repetiu o feito em 2014. Aos 21 anos, no Pan de Toronto, trouxe duas medalhas de ouro – no individual 1.000 e 1.200 metros – e uma de prata nas duplas em 1.000 metros. “É lógico que vou em busca do ouro no Rio!”, avisa o canoísta.
Handebol feminino
Em dezembro, a melhor geração da história do handebol do Brasil vai tentar o bicampeonato no Mundial da Dinamarca – foram campeãs mundiais em 2013, na Sérvia. Sob o comando do dinamarquês Morten Soubak e jogando em casa, têm tudo para conquistar a primeira medalha olímpica brasileira na modalidade. “Temos uma boa equipe para conseguir tal feito”, avalia a pivô Dani Piedade.
Judô masculino e feminino
Apesar do desempenho pífio no Mundial do Cazaquistão, no final de agosto – apenas Érika Miranda e Victor Penalber subiram ao pódio –, o judô brasileiro tem uma longa tradição de conquista de medalhas olímpicas. Agora, a modalidade tem 11 meses para recuperar a competitividade e não fazer feio no Rio de Janeiro. Para 2016, Erika Miranda, Felipe Kitadai, Luciano Corrêa, Mayra Aguiar, Rafael Silva, Rafaela Silva e Victor Penalber são as principais esperanças brasileiras nos tatames cariocas. “A medalha de ouro vai vir nas Olimpíadas”, projeta a gaúcha Mayra Aguiar, bronze na Olimpíada de Londres 2012 e campeã mundial de 2014, que ficou com a prata no Pan de Toronto na categoria até 78 kg.
Maratona aquática feminina
A baiana Ana Marcela Cunha conquistou em 2014 o tricampeonato da Copa do Mundo e foi eleita a melhor do ano na Maratona Aquática pela Federação Internacional de Natação – FINA. “Será fantástico poder nadar com o apoio e a força da torcida”, sonha a nadadora, que já garantiu vaga para 2016 ao conquistar o bronze nos 10 km no Mundial da Kazan, em agosto.
Vôlei feminino
O Brasil é bicampeão olímpico e chega forte para tentar o tri no Rio. Renovar o time é fundamental, mas a boa notícia é que a seleção brasileira sub-23 acaba de conquistar um inédito título no Mundial da categoria, na Turquia. Mesclar atletas experientes com as novatas será o desafio do técnico José Roberto Guimarães.
Vôlei de praia masculino e feminino
O Brasil tomou conta do último Mundial, na Holanda, em julho desse ano. As duplas Alison/Bruno e Bárbara/Agatha se sagraram campeãs. No feminino, outras duas duplas brasileiras – Fernanda/Taiana e Juliana/Maria Elisa – completaram um pódio totalmente verde e amarelo.
Vela feminina
Conhecer os ventos e as correntes do local das competições pode fazer a diferença nas competições de vela – um esporte onde o Brasil tem grande tradição. Para 2016, as estrelas são Martine Grael e Kahena Kunze, campeãs do Mundial de 2014 e eleitas as melhores velejadoras do mundo. Ana Luiza Barbachan e Fernanda Oliveira, na Classe 470, e Patricia Freitas, na RS:X, também estão cotadas.
Natação masculina
Ouro em Pequim e bronze em Londres nos 50 m livres, Cesar Cielo continua como um dos favoritos nas provas curtas, apesar da recente contusão em Kazan. Bruno Fratus, Leonardo de Deus e Felipe França também têm chances. Maior medalhista de todos os tempos dos Jogos Pan-Americanos, Thiago Pereira foi prata nas Olimpíadas de 2012 e prata este ano, no Mundial de Kazan, nos 400 m medley.
Atletismo – salto com vara feminino
Em 2007, nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, Fabiana Murer ultrapassou o sarrafo a 4,60 metros de altura e levou a medalha de ouro. No ano passado, na etapa de Nova York da competição Diamond League, conquistou outro ouro ao superar o sarrafo a 4,80 metros – 20 cm acima do resultado do Pan de 2007. Agora, voltará em 2016 ao mesmo Estádio Olímpico João Havelange, o popular “Engenhão”. “Vai ser bom saltar lá novamente”, comemora Fabiana.
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